Menu Mobile

MP lança filme e chatbot em campanha de prevenção ao compartilhamento de imagens íntimas de crianças e adolescentes

MP lança filme e chatbot em campanha de prevenção ao compartilhamento de imagens íntimas de crianças e adolescentes

flaviaskb

Em seminário do Fórum Permanente de Prevenção e Combate à Violência Sexual Praticada contra Criança e Adolescente, nesta quarta-feira, 04, o Ministério Público do Rio Grande do Sul iniciou a segunda fase da campanha de prevenção à postagem e ao compartilhamento de imagens íntimas infanto-juvenis. No evento, foi lançado o filme de 1 minuto “Quando uma imagem vira pesadelo – parte II”, em que um adolescente compartilha nudes recebidos de uma menina e vê sua atitude reprovada pelo grupo de amigos na escola. Também foi apresentada a nova versão do chatbot “Fale com a Manú”, ferramenta de inteligência artificial que propicia às crianças e adolescentes um espaço de contato simples e rápido, via Facebook, para dividir suas angústias sobre uma imagem que pensam em enviar ou já enviaram. Apenas nos primeiros 10 minutos do lançamento da ferramenta, foram registrados 10 acessos.





Vinculada à campanha Setembro Amarelo, de combate ao suicídio, a ação é motivada pelos casos de crianças e adolescentes autolesionados ou que tentam suicídio que chegam às Promotorias da Infância e Juventude, que se revelam vinculados à exposição de imagens na internet. A coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude, Educação, Família e Sucessões (Caoijefam) e da campanha, promotora de Justiça Denise Casanova Villela, afirma que campanha iniciada em 2018 foi pensada em duas fases. “Esta questão tem várias faces, que implicam em significativos riscos à saúde física e mental dos adolescentes, e as fases da campanha seguem a cronologia do problema, iniciando com o envio das imagens – tema do primeiro filme, em que uma menina vive o pesadelo de ver suas imagens íntimas compartilhadas –, postagem e compartilhamento”, enfatiza a promotora.

Segundo pesquisa da Unicef, 127 mulheres e adolescentes cometeram suicídio, no Brasil, em decorrência da exposição de imagens íntimas na internet, de 2015 a 2017. “Este número estarrecedor reforça a importância de pautarmos este assunto, especialmente nas escolas e na rede de saúde”, destaca Denise Villela. O lançamento da campanha dará continuidade a um cronograma de ações que abordam a postagem e o compartilhamento de imagens íntimas e outros temas relacionados à proteção da infância e juventude.

O subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Marcelo Lemos Dornelles, em sua fala de boas-vindas aos presentes, destacou o resultado altamente positivo da primeira fase campanha e os cuidados adotados pelo MP, envolvendo profissionais de diferentes áreas, para que os objetivos sejam efetivamente alcançados. “Esse trabalho de todos nós na prevenção ao compartilhamento de imagens íntimas, cuja consequência mais grave é o suicídio, tem um grande significado”, salientou Dornelles.

O analista de mídias digitais do MPRS, Cezino Caldas, apresentou a nova versão do chatbot Fale com a Manú – Tecnologia para se conectar com o público mais jovem, desenvolvido pelo Gabinete de Comunicação da instituição e a psicóloga do MP Ana Paula Schmidt Lourenço abordou o tema como lidar com a exposição inadequada na internet. Também se manifestaram representantes das instituições parceiras: a vice-presidente da Associação do Ministério Público, promotora Karina Bussman, o vice-presidente do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Paulo Luz, a diretora de Inclusão Social do Sport Club Internacional, Najla Diniz, o gerente-executiva de Jornalismo da RBS, Ellen Appel, a coordenadora de Marketing e Relacionamento da ESPM, Anny Baggioto, e o promotor de Justiça aposentado Júlio Alfredo Almeida, convidado especial.

Acompanharam o evento o corregedor-geral do Ministério Público, Ivan Saraiva Melgaré, procuradores e promotores de Justiça, além de profissionais do Sistema de Garantias de Direitos que trabalham com crianças e adolescentes expostos à vulnerabilidade por exposição inadequada na internet, profissionais das redes de educação e de saúde e da segurança pública do Estado e municípios.