Soledade: quatro réus acusados pelo MPRS pela morte de jovem serão julgados pelo Tribunal do Júri na próxima terça-feira
Após mais de seis anos, chegará ao Tribunal do Júri em Soledade o caso da jovem de 18 anos morta após presenciar agressões contra uma amiga e que, segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), passou a ser vista como uma ameaça por poder revelar informações envolvendo um dos réus. Na próxima terça-feira, 20 de outubro, quatro acusados serão julgados por homicídio qualificado por asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Um dos réus também responderá por ocultação de cadáver.
A acusação será sustentada pelo promotor de Justiça Marcos Paulo Freza. Segundo ele, Paula Perin Portes desapareceu em junho de 2020 após sair para encontrar um dos acusados, com quem mantinha amizade. De acordo com Freza, a jovem foi morta por asfixia mecânica mediante constrição do pescoço e teve o corpo ocultado em uma área do interior do município do Norte gaúcho, onde foi encontrado cerca de dois meses depois. Dois réus são apontados como coautores do homicídio e outros dois como participantes do crime.
JÚRI SUSPENSO
O julgamento estava inicialmente marcado para abril deste ano, mas foi suspenso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) após pedido do MPRS. A instituição apontou risco de nulidade processual em razão de questões relacionadas à produção da prova testemunhal em plenário. O mérito do recurso ainda aguarda análise da Sexta Turma do STJ. O processo também já havia sido adiado em outras oportunidades e, em agosto deste ano, um dos réus obteve a revogação da prisão por decisão da Corte Superior.
Foto: Arquivo Pessoal
