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Camaquã: MPRS denuncia homem por homicídio qualificado de agricultor

Camaquã: MPRS denuncia homem por homicídio qualificado de agricultor

camila

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do promotor de Justiça Lucas Codeceira, denunciou um homem pela morte do agricultor Evaldo Ervin de Farias, ocorrida na noite de 8 de julho deste ano, na localidade de Bonito, 4º Distrito de Camaquã. A denúncia foi apresentada nesta terça-feira, 19 de agosto, pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel, furto e furto mediante fraude. Segundo o MPRS, após matar a vítima, o denunciado subtraiu uma motocicleta, documentos e cartões bancários, que teriam sido utilizados posteriormente para saques e compras em um estabelecimento comercial da cidade.

Conforme a denúncia, o investigado foi até a residência do agricultor para cobrar valores que entendia serem devidos e passou a agredi-lo com múltiplos golpes de instrumento cortocontundente (objeto que provoca lesões ao mesmo tempo por impacto, contusão e corte) na região da cabeça e do rosto, causando lesões que resultaram na morte. Para o MPRS, o crime foi cometido por motivação financeira e com extrema violência. Na sequência, o denunciado levou bens pertencentes à vítima, incluindo uma motocicleta e cartões bancários, utilizados em quatro transações realizadas entre a noite de 8 de julho e a manhã do dia seguinte.

“Foi um fato muito grave, principalmente pelo nível de violência contra a vítima. A brutalidade da ação chama a atenção mesmo quando comparada a outros crimes de homicídio. O trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil foi minucioso e permitiu esclarecer com precisão a dinâmica dos fatos, evidenciando que não se tratava de crime de latrocínio. O que se identificou foi que o denunciado tinha a intenção de matar a vítima e, somente depois de cometer o homicídio, aproveitou a situação para subtrair seus bens. Por isso, estamos diante de um homicídio e de um furto, praticados em sequência”, explica o promotor Lucas Codeceira.

Inicialmente, o caso foi investigado como latrocínio, mas a conclusão do inquérito policial apontou a ocorrência de homicídio qualificado seguido da subtração dos bens da vítima, enquadramento adotado pelo MPRS na denúncia.



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