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Forensics Meeting 2026 encerra programação com integração entre instituições e foco no combate ao crime organizado com uso de tecnologia

Forensics Meeting 2026 encerra programação com integração entre instituições e foco no combate ao crime organizado com uso de tecnologia

camila

O Forensics Meeting 2026 encerrou sua programação nesta sexta-feira, 19 de junho, em Porto Alegre, consolidando a atuação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) na integração entre instituições e no uso de tecnologia e inteligência artificial nas investigações. O evento reuniu representantes do Brasil e do exterior e reforçou a necessidade de constante atualização no enfrentamento ao crime organizado.

Para o coordenador do Núcleo de Inteligência do Ministério Público (NIMP), promotor de Justiça André Dal Molin, o encontro “foi extremamente proveitoso, fortalecendo o aprendizado e o propósito de aprimoramento contínuo na área de inteligência investigativa”.

Ao longo de quatro dias, desde terça-feira, 16, participaram do evento membros da administração superior do MPRS, procuradores, promotores de Justiça e servidores, além de representantes de outras instituições. As palestras trataram de temas como provas digitais, inteligência artificial, deepfakes e cadeia de custódia, evidenciando a importância da modernização das investigações.

O promotor André Dal Molin ressaltou ainda a necessidade de o Sistema de Justiça acompanhar o avanço tecnológico para manter a efetividade no combate à criminalidade. Ele participou, nesta sexta-feira, do último painel do evento, juntamente com os promotores de Justiça Diego Pessi e Leonardo Giardin, sobre a persecução criminal na sociedade contemporânea.

FORENSICS MEETING 2026

Promovido pela TechBiz Forense Digital, com patrocínio da Cellebrite e apoio institucional do MPRS, o encontro teve como foco a qualificação de membros e servidores, com atualização técnica e integração entre instituições. A abertura oficial ocorreu na noite de quarta-feira, 17, com a presença do procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz.

QUINTA-FEIRA

Na quinta-feira, a promotora de Justiça Maristela Schneider falou sobre “Cadeia de custódia e prova digital: teses da defesa e nulidades”; o procurador de Justiça Fábio Costa Pereira tratou de “Movimentos extremistas”; o promotor de Justiça Rodrigo Zílio abordou “Deepfakes e IA em propagandas eleitorais: consequências jurídicas”; o supervisor-geral do NIMP, Neldo Valadão, apresentou “O laboratório forense digital: adequações à Resolução CNMP n. 328/2026”; e a diretora do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) do MPRS, Letícia Batistela, falou sobre “O risco invisível: vieses algorítmicos e o desafio ético da IA”.

Ainda na quinta-feira, a subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Alessandra Moura Bastian da Cunha, abordou “Violência de gênero: ferramentas de prevenção e ações de combate”; já o promotor de Justiça Manoel Figueiredo Antunes, participou do debate sobre “Jogadores, bets e crime: desafios na investigação da manipulação esportiva”; o promotor de Justiça Diego Rosito de Vilas participou de outro debate envolvendo “MBA e extração de dados: alvos especiais e com prerrogativa”; além do promotor André Dal Molin que esteve na palestra que tratou sobre “Ministério Público na América do Sul: integração e troca de experiências”.

QUARTA-FEIRA

Na quarta-feira, o subprocurador-geral de Justiça de Gestão Estratégica, João Cláudio Pizzato Sidou, falou sobre os desafios da inteligência artificial nas ferramentas de investigação; e o procurador de Justiça Paulo Valério Dal Pai Moraes abordou “Neurociências: inteligência artificial e a reconfiguração neuro-digital”. O promotor André Dal Molin também participou do debate “Da apreensão ao tribunal: desafios das provas digitais e cadeia de custódia”. Também foram palestrantes a coordenadora da Unidade de Inteligência Cibernética do NIMP, Rovena Zanchet, junto com José Inácio, coordenador da Unidade de Inteligência Digital do NIMP, e Neldo Valadão, sobre “Cadeia de custódia e metodologia da coleta de evidência digital em campo (incluindo nuvem não sincronizada): procedimentos operacionais”. Por fim, o coordenador da Unidade de Capacitação e Inovação do NIMP, Luciano Menna Barreto, fez parte do debate sobre “Depoimento judicial do Técnico do MP: armadilhas e desafios”.

ENCONTRO NACIONAL FORENSE DO MP

Realizado entre terça-feira e a manhã de quarta, o encontro reuniu integrantes de diversos Estados para discutir soluções tecnológicas na análise de evidências digitais. Na terça-feira, o promotor de Justiça Flávio Duarte apresentou a palestra “IA na investigação: perspectivas no MP”. No mesmo dia, Neldo Valadão, do NIMP, falou sobre: “Aplicativos de operações: SIMQ, SGO e mandado digital”.



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