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Chefe de organização criminosa com atuação em Pelotas é condenado a 116 anos de prisão

Chefe de organização criminosa com atuação em Pelotas é condenado a 116 anos de prisão

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Foram condenadas à prisão 17 pessoas por crimes ocorridos em Pelotas, entre elas Tiago Gonçalves Prestes, chefe da facção, que deverá cumprir 116 anos de reclusão, em regime fechado. A sentença foi publicada pela 4ª Vara Criminal de Pelotas no último dia 23. Os réus faziam parte de organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O juiz aceitou o pedido do MP em denúncia assinada pelo promotor de Justiça Décio Luís Silveira da Mota e condenou a maioria dos envolvidos em regime inicial fechado.

Foi decretado o perdimento de bens em favor do Estado, sendo eles sete imóveis e três veículos, que serão encaminhados para a Polícia Civil.

OS CRIMES

Entre os anos de 2013 e 2016, os réus constituíram, financiaram e integraram organização criminosa que tinha como objetivo organizar o tráfico de drogas na região de Pelotas, além de lavagem de dinheiro por meio de compra de imóveis e empresas de fachada, bem como roubo, ocultação e clonagem de veículos.

O grupo também foi responsável pelo planejamento e execução de fuga ocorrida em agosto de 2016, quando derrubaram o muro lateral do Presídio Regional de Pelotas, resultando na fuga de dois denunciados e mais três outros detentos.

INVESTIGAÇÃO

“Foi de suma importância o trabalho desenvolvido pelo NIMP, que elaborou análises técnicas da documentação existente nos autos referente às quebras de sigilo bancário e fiscal, análises estas que serviram de subsídio para a sentença condenatória”, disse o promotor de Justiça Décio Mota.