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Gaeco de Passo Fundo denuncia integrantes de organização criminosa ligada à facção Os Manos que atuava no norte do RS

Gaeco de Passo Fundo denuncia integrantes de organização criminosa ligada à facção Os Manos que atuava no norte do RS

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Na quinta-feira, dia 6 de agosto, o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco - Núcleo Planalto), denunciou 14 pessoas por crimes de tráfico de drogas, organização criminosa armada, incêndio e corrupção de menores, cometidos nos últimos dois anos em Panambi, Marau e Passo Fundo.

A atuação do grupo criminoso, ligado à facção criminosa conhecida como Os Manos, teve início em Passo Fundo, em local denominado “Sétimo Céu”. Os réus expulsaram e amedrontaram moradores do local, ocuparam imóveis escolhidos estrategicamente e passaram a explorar com exclusividade o tráfico de drogas. Posteriormente, alguns dos membros se deslocaram para as cidades de Panambi e Marau, onde a organização adotou o mesmo procedimento. Ou seja, escolheu lugares já conhecidos pela venda de drogas e expulsou os antigos ocupantes, a fim de monopolizar a atuação e impor suas próprias regras.

“O árduo trabalho de investigação comprovou que a organização criminosa era estruturalmente ordenada, seguindo os moldes de uma verdadeira empresa do crime, com clara pré-definição de atribuições e responsabilidades entre os integrantes. Também eram utilizados adolescentes para os atos específicos de traficância e segurança armada dos pontos guarda das substâncias, a fim de evitar a prisão em flagrante dos maiores de 18 anos”, resume a denúncia protocolada na 1ª Vara Criminal de Passo Fundo.

O Promotor de Justiça do Gaeco - Núcleo Planalto, Diego Mendes de Lima, destacou também o excelente trabalho realizado pelo promotor de Justiça de Panambi, Daniel Mattioni, que já havia denunciado parte dos membros da organização no dia 12 de agosto de 2019, dando subsídios para a conclusão da investigação da Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Passo Fundo.

Junto com a denúncia, foi protocolado pedido de prisão preventiva de todos os réus, pois, apesar de vários terem sido detidos em flagrante por tráficos de drogas cometidos no curso da investigação, somente dois deles se encontram encarcerados atualmente.