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Facilitadores de Círculos de Justiça Restaurativa e Construção de Paz participam de curso para atuarem em casos de violência doméstica em Ijuí

Facilitadores de Círculos de Justiça Restaurativa e Construção de Paz participam de curso para atuarem em casos de violência doméstica em Ijuí

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Um grupo de 25 facilitadores de Círculos de Justiça Restaurativa e Construção de Paz participou, entre os dias 8 e 12 deste mês, de um curso de capacitação para atuarem em casos de violência doméstica em Ijuí. Os encontros foram organizados pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal do município, em parceria com o Poder Judiciário, Defensoria Pública do Estado, Poder Executivo Municipal e UNIJUÍ durante o trabalho de implantação. Com carga horária de 40h, as aulas foram divididas entre teoria e prática e aconteceram no Fórum, localizado no centro da cidade.

Segundo a promotora de Justiça Fernanda Broll Carvalho, que coordenou o curso, os profissionais passaram por atualizações e aprenderam ferramentas para lidar com os conflitos de violência doméstica utilizando a Justiça Restaurativa nos grupos reflexivos de gênero e demais projetos. “São profissionais que já atuam com violência de gênero: psicólogos, assistentes sociais, advogados e professores, além de duas promotoras de Justiça, dois defensores públicos e a juíza da Vara da Violência Doméstica. O curso tratou com muito cuidado e responsabilidade sobre a aplicação da Justiça Restaurativa, a fim de evitarmos a revitimização”, conta.

CULTURA DE PAZ

O curso é vivencial e envolve a abordagem de conflitos e delitos de violência de gênero e violência doméstica, desde a preparação até o encontro entre as partes, quando necessário. A partir da ideia de cultura de paz, os processos acontecem de forma dialógica, com o objetivo de criar um espaço adequado para que os diálogos sejam respeitosos e possam trazer um bom resultado para as pessoas envolvidas.

De acordo com o psicólogo e facilitador Paulo Moratelli, quando se trabalha com situações graves, o encontro entre a vítima e o agressor só ocorre em casos específicos e apenas se isso for seguro e desejado pelas pessoas. “É possível, ainda, o trabalho com a comunidade, com foco em processos pedagógicos e com resultados terapêuticos no sentido de transformar todo esse viés sociocultural e transgeracional que existe e que resulta na violência de gênero. Então se trabalha com processos que fazem com que esses sujeitos possam entender por que se envolveram em uma situação como essa e interrompam essas espirais conflitivas”, explica.

MÉTODO INTERDISCIPLINAR

Os métodos criados também envolvem políticas públicas das áreas da Saúde, Assistência, Educação e Segurança, para que cada caso concreto modifique a estrutura de relacionamentos no entorno e previna novos casos de violência.

Clique aqui para acessar o manual de atuação para Proteção Integral à Mulher em Situação de Violência Doméstica.