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Santa Maria: acusados pelo MPRS são condenados por chacina que deixou três mortos com penas de até 98 anos de prisão

Santa Maria: acusados pelo MPRS são condenados por chacina que deixou três mortos com penas de até 98 anos de prisão

lbelles

Quatro acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram condenados pelo Tribunal do Júri pela chacina que deixou três mortos em Santa Maria, na Região Central do Estado, em 15 de novembro de 2019. O julgamento teve início às 8h30 da última quinta-feira, 22 de outubro, e foi encerrado por volta das 2h da manhã de sexta-feira, 23. A sentença foi publicada nesta segunda-feira, 26. Na acusação, atuaram os promotores de Justiça Caroline Mottecy Oliveira e Davi Rodrigues Júnior.

Os réus foram condenados por três homicídios consumados, roubo majorado, receptação, milícia armada, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Três dos condenados são reincidentes. As penas fixadas foram de 74 anos, 6 meses e 15 dias; 87 anos, 8 meses e 7 dias; 91 anos, 10 meses e 11 dias; e 98 anos, 11 meses e 2 dias de reclusão. Todos cumprirão as penas em regime fechado. Também foi determinada a prisão imediata dos condenados.

Conforme sustentado pelo MPRS e apurado durante a investigação, o crime foi motivado por disputa entre grupos criminosos. Cinco homens chegaram ao local em um automóvel e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra as vítimas. Após os assassinatos, fugiram, roubaram um veículo e entraram em confronto com policiais militares, sendo posteriormente presos. A tese acusatória foi acolhida pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a autoria dos crimes.

ENTENDA O CASO

A chacina ocorreu em 15 de novembro de 2019, nas proximidades do campo do Esporte Clube Cerro Azul, no Bairro Chácara das Flores, em Santa Maria. Três homens foram mortos a tiros após serem atacados por um grupo armado que chegou ao local em um veículo e realizou diversos disparos.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, o alvo do grupo era uma das vítimas, em razão de uma disputa entre facções criminosas. As outras duas vítimas teriam sido mortas por estarem próximas ao homem que seria o objetivo inicial da ação.

Após o ataque, os autores fugiram, roubaram um automóvel e trocaram tiros com policiais militares. Os cinco suspeitos foram presos e, com eles, foram apreendidos armamentos, incluindo um fuzil, pistolas e revólveres. Um dos denunciados morreu em 2024, antes do julgamento.



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