Porto Alegre: MPRS oferece acolhimento e atendimento à família de jovem morto no trabalho
Seis anos após a morte do jovem Derick Moura Aliardi, familiares da vítima procuraram o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) nesta terça-feira, 7 de outubro, para pedir informações sobre o andamento do processo na Justiça. A irmã e a tia de Derick foram recebidas na Central de Atendimento às Vítimas (Espaço Bem-Me-Quer), em Porto Alegre.
O jovem morreu no dia 7 de outubro de 2020 enquanto trabalhava como auxiliar de produção em uma empresa de Porto Alegre. Ele estava dentro de uma máquina para fazer a limpeza da estrutura. Segundo a família, um colega de trabalho teria ligado a máquina com o jovem dentro. Familiares dizem que Derick já havia alertado um supervisor da empresa sobre riscos gerados por falta de condições de trabalho.
A família foi atendida pela coordenadora do Espaço Bem-Me-Quer, Carla Carrion Frós. A promotora explicou que o MPRS denunciou dois homens por homicídio doloso. No curso do processo, a Justiça desclassificou a conduta para homicídio culposo e o MPRS recorreu. “A pretensão do Ministério Público é que seja restabelecida a imputação de crime doloso contra a vida, possibilitando que os réus sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri, órgão constitucionalmente competente para julgar os crimes dolosos contra a vida”, afirmou.
O Ministério Público voltou a oferecer à família acolhimento na Central de Atendimento às Vítimas e participação em um grupo de acolhimento psicológico de pessoas que vivenciam o luto decorrente de crimes violentos. “É importante que a família saiba que o Ministério Público está à disposição, e não só na Central de Atendimento às Vítimas”.
Recentemente, a família já tinha sido atendida pela promotora de Justiça Aline Baldissera.
