Porto Alegre: denunciados pelo MPRS por latrocínio de motorista de aplicativo são condenados a 28 anos de prisão
A morte de um motorista de aplicativo durante uma corrida planejada pelos próprios réus, em Porto Alegre, resultou na condenação de dois denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Em sentença proferida na segunda-feira, 6 de outubro, pela 3ª Vara Criminal do Foro Central, os criminosos foram condenados a 28 anos de reclusão, cada um, em regime inicial fechado, além do pagamento de multa, pelo crime de latrocínio.
A promotora de Justiça Cláudia Regina Lenz Rosa, autora da denúncia, destaca que os denunciados agiram em conjunto para atrair a vítima até um local ermo com a finalidade de roubar o veículo. A Justiça julgou procedente a denúncia apresentada pelo MPRS, reconhecendo a responsabilidade dos réus pelo latrocínio e determinando a manutenção das prisões preventivas, sem direito de recorrer em liberdade.
A condenação foi fundamentada em provas periciais, dados de geolocalização da plataforma de transporte por aplicativo, registros de rastreamento do automóvel, imagens de câmeras de monitoramento e exames genéticos. A sentença destaca que o conjunto probatório comprovou a autoria e a materialidade do crime, bem como a atuação conjunta dos denunciados na execução dos fatos.
O CRIME
Conforme Cláudia Lenz Rosa, o crime ocorreu na madrugada do dia 24 de maio deste ano na Estrada do Rincão, Bairro Belém Velho, Zona Sul da Capital. A vítima, Cláudio Alba França, trabalhava como motorista de aplicativo e realizava uma corrida solicitada por um dos denunciados.
Segundo a investigação, ao chegarem ao destino, os réus anunciaram o assalto e desferiram 13 golpes de faca contra a vítima ainda no interior do veículo. Após o ataque, retiraram o corpo do motorista do automóvel, abandonando-o às margens da estrada, e fugiram com o carro. Ainda de acordo com a apuração, o veículo capotou pouco tempo depois na mesma via.
