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Bagé: MPRS denuncia dez pessoas por tentativas de homicídio e tortura contra quatro crianças, corrupção de menores e maus-tratos contra animais

Bagé: MPRS denuncia dez pessoas por tentativas de homicídio e tortura contra quatro crianças, corrupção de menores e maus-tratos contra animais

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou dez pessoas por crimes de tentativas de homicídio qualificado, tortura majorada, corrupção de menores e maus-tratos a animais no município de Bagé. Os fatos envolvem agressões contra três bebês, incluindo uma recém-nascida de apenas seis dias de vida, uma criança de dois anos e um menino de 10, que foram submetidos a atos de asfixia, estrangulamento e outras violências. Os crimes foram praticados entre os anos de 2025 e 2026. A denúncia foi apresentada em 16 de setembro pelos promotores de Justiça Diogo Gomes Taborda e Pedro dos Santos Fernandes.

Conforme a denúncia, o principal acusado se aproveitava do parentesco, de funções de liderança religiosa e da confiança de mães que deixavam seus filhos sob seus cuidados para submeter as vítimas aos atos de violência. Ele aliciava jovens da comunidade e outras pessoas de seu círculo de convivência, mediante oferta ou promessa de dinheiro, para participar das agressões e dos atos de asfixia. Segundo o MPRS, os dez denunciados teriam atuado de formas distintas nos fatos investigados, com participação individualizada conforme cada caso.

Além da recém-nascida, outro bebê teria sofrido episódios reiterados de violência entre os dois e cinco meses de idade. O menino de 10 anos também teria sido coagido e aliciado a participar de atos de asfixia contra o próprio irmão bebê.

Laudos periciais elaborados pelo Instituto Nacional de Criminalística atestaram que os atos de asfixia mecânica e compressão no pescoço provocaram risco concreto à integridade e à vida das vítimas, o que demonstra que os autores das tentativas de homicídio assumiram o risco de matar. Além das violências contra as crianças, foram registradas agressões e sufocamento contra dois cães.

Os crimes vieram à tona após a apreensão de aparelhos celulares pela Polícia Federal durante uma investigação que apurava fraudes no comércio de combustíveis na região. Na análise pericial dos dispositivos, os policiais encontraram dezenas de vídeos que registravam agressões físicas, atos de estrangulamento, esganadura e asfixia mecânica praticados contra os bebês, a criança de 10 anos e os animais.

De acordo com o MPRS, as acusações variam conforme a participação de cada denunciado nos fatos apurados. O principal articulador responde pelo maior número de crimes, enquanto os demais foram responsabilizados individualmente por condutas específicas relacionadas às tentativas de homicídio, torturas e maus-tratos a animais.

O promotor de Justiça Diogo Gomes Taborda ressalta que "trata-se de uma série de crimes bárbaros praticados contra vítimas altamente vulneráveis, que demonstra que a maldade humana não possui limites. No que depender do Ministério Público, esses fatos não ficarão impunes, já que a sociedade não pode tolerar esse tipo de conduta criminosa".



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