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MPRS prende no Rio de Janeiro líder de grupo investigado por lavagem de dinheiro na segunda fase da Operação Espectro

MPRS prende no Rio de Janeiro líder de grupo investigado por lavagem de dinheiro na segunda fase da Operação Espectro

camila

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre – Combate aos Crimes contra a Ordem Tributária, deflagrou nesta segunda-feira, 28 de setembro, a segunda fase da Operação Espectro. A ação resultou na prisão preventiva de um dos investigados, no Rio de Janeiro, apontado como líder de grupo criminoso, além de dois mandados de busca e apreensão nos dois estados. A nova etapa tem por objetivo aprofundar a apuração dos crimes de associação criminosa, falsidade documental e lavagem de valores provenientes de fraudes tributárias.

As medidas decorrem de elementos que indicam o descumprimento de cautelares judiciais anteriormente impostas e a possível prática de novos delitos. A nova fase também apura o uso de meios digitais e da internet para divulgar atividades profissionais suspensas por decisão judicial. Entre os aspectos investigados estão indícios do emprego de recursos tecnológicos para conferir aparência de autenticidade e credibilidade a conteúdos capazes de transmitir a falsa impressão de plena atividade profissional e de trânsito junto às mais altas Cortes do país.

A investigação e a coordenação da operação são conduzidas pelo promotor de Justiça Diego Rosito de Vilas. Também participou da ação o coordenador do Núcleo de Inteligência do MPRS (NIMP), André Dal Molin. No Rio de Janeiro, o cumprimento das medidas judiciais contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro (CSI/MPRJ).

PRIMEIRA FASE

A primeira fase da Operação Espectro, deflagrada em março de 2025, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, na decretação de prisão preventiva e na indisponibilidade de bens superior a R$ 34 milhões. Em seguida, o MPRS ofereceu denúncia pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação documental, envolvendo a ocultação e a movimentação de valores milionários por meio de contas bancárias, aplicações financeiras e patrimônio registrado em nome de familiares e de outras pessoas.

COMBATE AOS CRIMES TRIBUTÁRIOS

A atuação integra a estratégia institucional do MPRS de enfrentamento aos crimes contra a ordem tributária, à lavagem de dinheiro e à ocultação patrimonial. As operações deflagradas em 2026 já resultaram em bloqueios e indisponibilidades patrimoniais superiores a R$ 73 milhões, além da apuração de prejuízos tributários e fiscais de elevada relevância para os cofres públicos.

As investigações sobre esquemas estruturados de sonegação fiscal, uso de empresas de fachada, fraudes tributárias, ocultação patrimonial e lavagem de capitais são desenvolvidas entre MPRS, Receita Estadual e Procuradoria-Geral do Estado (PGE/RS), inclusive no âmbito do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Rio Grande do Sul (CIRA-RS). A integração entre os órgãos busca ampliar a recuperação de ativos, assegurar a responsabilização criminal dos envolvidos e combater práticas que causam prejuízos à arrecadação pública e à livre concorrência, protegendo contribuintes e empresários que cumprem regularmente suas obrigações tributárias.



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