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Torres: acusada pelo MPRS é condenada a 17 anos de prisão pelo mesmo feminicídio que levou à condenação do companheiro em 2024

Torres: acusada pelo MPRS é condenada a 17 anos de prisão pelo mesmo feminicídio que levou à condenação do companheiro em 2024

camila

O caso que já havia levado à condenação do autor do feminicídio de Marine Pacheco de Matos, 18 anos, voltou a ser julgado em Torres, desta vez para definir a responsabilidade da mulher apontada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) como participante do crime. Nesta quinta-feira, 10 de setembro, a companheira do homem já condenado em 2024 pela morte da jovem, foi condenada a 17 anos e 5 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelo Tribunal do Júri. Após a leitura da sentença, ela foi presa em plenário.

Na acusação atuaram os promotores de Justiça Valmor Júnior Cella Piazza, de Torres, e Eugênio Paes Amorim, designado pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) do MPRS. Conforme sustentado pelo MPRS, a ré participou do fato praticado em 30 de dezembro de 2022. Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, cometido em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. O corpo de Marine foi localizado no dia seguinte ao crime em uma área de mata na localidade de Praia Gaúcha, em Torres.

O homem já condenado, em janeiro de 2024, era ex-companheiro da vítima. Na ocasião, ele foi sentenciado a 23 anos de prisão. A ré, que mantinha relacionamento com ele à época dos fatos, chegou a ser impronunciada durante a fase inicial do processo e, por isso, não foi submetida ao primeiro júri. Com a reversão dessa decisão, ela foi levada a julgamento pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira.



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