Porto Alegre: acusado pelo MPRS de matar e esquartejar vítima por dívida de R$ 56 mil é condenado a mais de 23 anos de prisão
Um homem acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) de matar Jonathan Rafael Maria, 31 anos, em razão de uma dívida de cerca de R$ 57 mil, esquartejar e queimar o corpo da vítima e ainda furtar seus bens foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão pelo Tribunal do Júri em Porto Alegre nesta terça-feira, 26 de agosto. Os jurados reconheceram o homicídio qualificado por motivo torpe, dissimulação, traição e recurso que dificultou a defesa da vítima, além dos crimes de furto e ocultação de cadáver. Na acusação, atuou o promotor de Justiça Francisco Lauenstein.
Segundo a denúncia do MPRS, o crime ocorreu em 29 de dezembro de 2017, no bairro Tristeza. A vítima foi atraída até uma residência sob a falsa promessa de receber o pagamento do valor que cobrava do acusado após um investimento financeiro. No local, foi morta a tiros. Os jurados acolheram a tese de que o réu utilizou a relação de amizade para levar Jonathan ao encontro e surpreendê-lo.
Após o homicídio, o condenado furtou bens da vítima, incluindo seu veículo, esquartejou o corpo, transportou os restos mortais para Eldorado do Sul e ateou fogo para dificultar a descoberta do crime. Para o MPRS, a motivação foi evitar o pagamento da dívida que vinha sendo cobrada por Jonathan.
