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Condenação por homicídio marca início dos julgamentos da série de crimes ligados à guerra entre facções em Antônio Prado

Condenação por homicídio marca início dos julgamentos da série de crimes ligados à guerra entre facções em Antônio Prado

camila

O Tribunal do Júri de Antônio Prado condenou, nesta quarta-feira, 26 de agosto, um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelo homicídio duplamente qualificado cometido em fevereiro de 2024 durante a sequência de crimes relacionados à disputa entre facções criminosas no município. A pena fixada foi de 16 anos de prisão. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do MPRS quanto ao homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na acusação em plenário atuaram os promotores de Justiça Milena dos Santos Oliveira e Gabriel Munhoz Capelani, representando o Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ).

O caso julgado refere-se à morte de um homem executado a tiros no dia 4 de fevereiro de 2024, em Antônio Prado. Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em meio à rivalidade entre duas facções e teria sido motivado por vingança após um homicídio ocorrido dias antes na cidade. De acordo com a acusação, a vítima foi surpreendida em via pública e atingida por diversos disparos de arma de fogo, sem possibilidade de defesa.

Conforme a promotora Milena Oliveira, a condenação representa o primeiro julgamento relacionado à série de crimes violentos registrados em Antônio Prado no primeiro trimestre de 2024, período marcado por conflitos entre grupos criminosos em disputa por pontos de tráfico de drogas. As ocorrências mobilizaram forças de segurança pública para apurar a origem e a dinâmica dos ataques, considerados inéditos para o município, tradicionalmente reconhecido por seu patrimônio histórico, cultural e pela forte influência da imigração italiana.

“O homicídio julgado nesta quarta-feira foi o segundo assassinato ocorrido dentro da sequência de crimes ligados à disputa entre facções e o primeiro ato de vingança atribuído ao grupo rival após o crime inicial que desencadeou os confrontos. Por isso, o resultado do julgamento é um marco no enfrentamento à criminalidade organizada na região e o primeiro desdobramento judicial de uma série de processos que ainda serão levados a júri”, destaca Milena, que pretende recorrer da pena aplicada ao réu.



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