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Quatro réus denunciados pelo MPRS são condenados em caso de decapitação ocorrido em Porto Alegre

Quatro réus denunciados pelo MPRS são condenados em caso de decapitação ocorrido em Porto Alegre

camila

Foram condenados nesta quinta-feira, 20 de agosto, pelo Tribunal do Júri, em Porto Alegre, quatro réus denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelos crimes de homicídio qualificado, associação criminosa armada, e destruição e vilipêndio de cadáver relacionados à morte de um homem em agosto de 2022. O promotor de Justiça Camilo Vargas Santana atuou em plenário.

Segundo a denúncia do MPRS, a vítima foi retirada à força de sua residência, na Capital, levada para Viamão e executada com disparos de arma de fogo. Após o assassinato, o corpo foi decapitado e a cabeça foi abandonada em via pública no bairro Santa Tereza, onde acabou encontrada por um gari dentro de um saco de lixo.

De acordo com a investigação e com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o crime foi motivado pela disputa entre facções criminosas rivais ligadas ao tráfico de drogas. Conforme apurado, a vítima teria ligação com uma organização criminosa rival, enquanto os denunciados integrariam uma facção. O Ministério Público sustentou que a execução foi praticada por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi surpreendida em sua residência, rendida sob ameaça de arma de fogo e levada até o local da execução.

Os jurados acolheram integralmente a tese acusatória em relação aos quatro réus julgados, reconhecendo a responsabilidade pelos quatro crimes descritos na denúncia. Dois dos condenados receberam penas de 23 anos e 8 meses de reclusão, além de 1 ano e 2 meses de detenção e 30 dias-multa. Os outros dois foram condenados a 26 anos e 5 meses de reclusão, além de 1 ano e 4 meses de detenção e 40 dias-multa.

Conforme a denúncia do MPRS, os condenados participaram de diferentes etapas da ação criminosa, desde a retirada da vítima de sua residência até a condução ao local da execução e os atos posteriores relacionados à ocultação e ao vilipêndio do cadáver.

Outros três denunciados no mesmo processo ainda aguardam o julgamento de recursos nos tribunais superiores para posterior submissão ao Tribunal do Júri.



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