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MPRS promove encontro para expandir o Serviço Família Acolhedora nas comarcas de Passo Fundo e Getúlio Vargas

MPRS promove encontro para expandir o Serviço Família Acolhedora nas comarcas de Passo Fundo e Getúlio Vargas

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio das Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude de Getúlio Vargas e Passo Fundo, promoveu nesta segunda-feira, 17 de agosto, uma reunião de trabalho com representantes dos 11 municípios das duas comarcas para discutir a ampliação do Serviço Família Acolhedora. O encontro ocorreu no auditório da Prefeitura de Getúlio Vargas e foi conduzido pelos promotores de Justiça Alexandre Vinícius Murussi, de Getúlio Vargas, e João Paulo Bittencourt Cardozo, de Passo Fundo.

Participaram da reunião as juízas Lisiane Marques Pires Sasso, de Passo Fundo, e Dolores Kramer, de Getúlio Vargas, além de prefeitos, secretários municipais, equipes técnicas e conselheiros tutelares.

Na abertura do evento, realizada de forma online, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude do MPRS (CAOIEJ), Cristiane Corrales, destacou a importância da implantação e do fortalecimento do Serviço Família Acolhedora. Ela também ressaltou o aspecto histórico da iniciativa das comarcas de Passo Fundo e Getúlio Vargas, que trabalham na construção de um modelo regional por meio de convênio entre municípios. A analista do CAOIEJ, Mariele Aparecida Diotti, também participou da reunião.

Durante a programação, foram apresentadas as características do serviço de acolhimento familiar, suas vantagens para a proteção de crianças e adolescentes que precisam ser afastados temporariamente do convívio familiar, além das estratégias técnicas para captação, preparação e acompanhamento das famílias acolhedoras. Também foram compartilhadas experiências e práticas desenvolvidas pelo serviço já existente em Passo Fundo.

Um dos momentos da reunião foi o depoimento das equipes técnicas envolvidas no acompanhamento de uma menina do município de Coxilha acolhida por uma família de Ernestina. O relato evidenciou os desafios da integração entre os profissionais dos dois municípios, o processo de adaptação da criança e os resultados positivos observados durante o acolhimento.

A juíza Lisiane Sasso destacou as vantagens do acolhimento familiar em comparação ao acolhimento institucional, especialmente sob os aspectos emocionais e psicológicos.

Ao final do encontro, os promotores de Justiça apresentaram os próximos passos para a formalização de um convênio entre os municípios de pequeno porte das comarcas de Passo Fundo e Getúlio Vargas. A proposta prevê que esses municípios possam compartilhar o atendimento, permitindo que crianças e adolescentes sejam acolhidos por famílias cadastradas em cidades vizinhas quando necessário. Getúlio Vargas também participará da iniciativa. Passo Fundo, por já contar com serviço próprio estruturado, não integrará o convênio.



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