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Santa Maria: acusado pelo MPRS por matar homem confundido com integrante de facção rival é condenado a 25 anos de prisão

Santa Maria: acusado pelo MPRS por matar homem confundido com integrante de facção rival é condenado a 25 anos de prisão

camila

Um homem acusado pelo MPRS de matar um jovem de 22 anos após confundi-lo com integrante de uma facção rival foi condenado a 25 anos de reclusão pelo Tribunal do Júri em Santa Maria. O crime, que ocorreu na Vila Caturrita, em outubro de 2024, foi motivado por uma retaliação ligada à disputa entre facções e vitimou Leandro Acosta, 22 anos, que não possuía qualquer vínculo com organizações criminosas. A promotora de Justiça Caroline Mottecy Oliveira atuou em plenário e sustentou a condenação por homicídio duplamente qualificado, resultando ainda na determinação da execução imediata da pena.

O julgamento ocorreu no dia 6 de agosto. Conforme demonstrado pelo MPRS durante o júri, o réu, que estava em saída temporária e cumpria pena por roubo, acreditava que a vítima mantinha ligação com pessoas associadas ao grupo rival. Leandro havia se mudado recentemente para Santa Maria para ficar mais próximo do filho de três anos, que residia na cidade com a mãe.

Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, em razão da retaliação ligada à disputa entre facções, e do recurso que dificultou a defesa da vítima, atingida por dois disparos pelas costas enquanto tentava fugir. O crime ocorreu por volta das 13h30 de 18 de outubro de 2024, em via pública, próximo a uma parada de ônibus, diante de pessoas que se deslocavam para o trabalho.

Durante os debates, a defesa sustentou negativa de autoria, ausência de dolo, legítima defesa, relevante valor moral e afastamento das qualificadoras. Nenhuma das teses foi acolhida pelo Conselho de Sentença. Para a promotora Caroline Mottecy Oliveira, “a sociedade de Santa Maria, mais uma vez, demonstrou firmeza em não compactuar com a covardia e a imposição de medo nas regiões mais vulneráveis da nossa cidade. A resposta foi unânime e deixa um recado claro de que a defesa da vida deve prevalecer”.



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