Piratini: MPRS obtém nova condenação por estupro de vulnerável e penas aplicadas ao réu já somam mais de 65 anos de prisão
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) obteve mais uma condenação por estupro de vulnerável contra um homem acusado de abusar sexualmente de crianças e adolescentes em Piratini. Em sentença publicada no último dia 29 de julho, a Justiça condenou o réu a 40 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes cometidos contra duas meninas que tinham menos de 14 anos à época dos fatos.
Os crimes ocorreram ao longo de 2017. O condenado organizava eventos no salão da Associação dos Idosos de Piratini e se aproveitava da relação de confiança estabelecida com as famílias das vítimas. As meninas auxiliavam em pequenas tarefas ligadas às atividades realizadas no local e, nesse contexto, sofreram abusos praticados pelo réu tanto nas dependências da associação quanto em outros locais.
Esta é a segunda condenação obtida pelo MPRS em ações penais decorrentes de uma sequência de três denúncias apresentadas contra o mesmo réu. A terceira denúncia segue em tramitação judicial.
A primeira condenação já havia transitado em julgado em 2025 e refere-se a abusos praticados entre 2020 e 2023 contra uma menina de 14 anos, sobrinha do condenado. Conforme a sentença, os crimes ocorreram na residência do réu. Na ocasião, a pena aplicada foi de 25 anos, três meses e 21 dias de reclusão.
Com as duas decisões condenatórias, as penas impostas ao réu já ultrapassam 65 anos de reclusão. O homem permanece preso em razão da condenação definitiva decorrente do primeiro processo.
Para a promotora de Justiça Amanda Jessyca de Souza Alves, a nova condenação representa mais um importante passo na responsabilização criminal do acusado e na proteção das vítimas. “Esta nova condenação reforça a importância de as vítimas serem acolhidas e encorajadas a denunciar situações de violência sexual. São crimes que, muitas vezes, permanecem ocultos por anos justamente porque os autores se aproveitam de relações de confiança construídas com as famílias. A responsabilização do condenado demonstra o compromisso do Ministério Público e do Sistema de Justiça com a proteção de crianças e adolescentes e com o enfrentamento desse tipo de violência”, destacou a promotora.
