Entrega do prêmio Miguel Velasquez à promotora Lúcia Callegari e programação cultural marcam o encerramento da Semana do MPRS
A promotora de Justiça Lúcia Helena de Lima Callegari foi escolhida para receber neste ano o Prêmio Miguel Velasquez de Direitos Humanos. A entrega do prêmio, que está em sua 12ª edição, foi feita no final da tarde desta sexta-feira, 3 de julho, pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, no Palácio do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
A promotora Lúcia Helena Callegari é reconhecida estadual e nacionalmente pelo trabalho dedicado à promoção de direitos. Ao longo de quase 30 anos de atuação no MPRS, participou de diversos júris de repercussão. Um deles, como promotora de Justiça no julgamento do “Caso Kiss”, um dos mais importantes e complexos da história, realizado em 2021.
A promotora dedicou o prêmio aos familiares; em especial ao filho, Pedro Henrique Callegari Saitovitch. "Eu passo a minha vida inteira no trabalho e ele talvez seja a pessoa que mais me viu abdicar de todas as coisas em busca dos meus ideais. Ainda assim, ele é uma pessoa maravilhosa porque eu consegui transmitir aquilo que eu acredito", disse.
A promotora afirmou também que se sente honrada com o prêmio. "É muito emocionante receber uma homenagem que importa em direitos humanos. O Ministério Público é a minha alma. Eu pautei a minha vida profissional voltada às vítimas. Se não conseguirmos dar voz a essas pessoas não seremos nada", destacou.
O procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, destacou a atuação da promotora na luta pelos direitos humanos. "Ninguém trabalha mais com direitos humanos do que quem atua na defesa da vida no tribunal do júri. Muitas vezes, nós esquecemos que o bem mais valioso que nós temos, o maior direito humano que nós temos, o único direito inalienável, é o direito à vida. E a Lúcia faz isso todos os dias, com coragem, desapego, paixão e intensidade”, disse o PGJ.
LÚCIA HELENA CALLEGARI
Lúcia Helena de Lima Callegari é graduada em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de Caxias do Sul em agosto de 1994. Antes de ser promotora de Justiça, foi professora e advogada do Banco do Brasil. Iniciou a carreira no MPRS em abril de 1998, exercendo suas atribuições nas comarcas de Palmeira das Missões e Caxias do Sul. Promovida para a entrância final em fevereiro de 2003, desde 2004 está classificada na Primeira Vara do Júri da Capital. Foi Presidente do Conselho Deliberativo do Programa de Proteção à Testemunha do Estado do Rio Grande do Sul e do Colégio de Presidentes do Programa Nacional de Proteção à Testemunha. Realizou diversos júris de repercussão, destacando-se, em 2021, como promotora de Justiça no julgamento do “Caso Kiss”.
PRÊMIO MIGUEL VELASQUEZ
O Prêmio Miguel Velasquez de Direitos Humanos visa reconhecer formalmente a dedicação e a relevância da atuação de membros e servidores do MPRS, personalidades e instituições em defesa dos direitos humanos e na proteção à infância e juventude. O prêmio foi criado em 2015 em homenagem ao promotor de Justiça Miguel Granato Velasquez, falecido em 29 de agosto de 2014.
ESCOLA DO MPRS
Ainda na Semana do MP, nessa sexta-feira foi anunciada a nova denominação do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) que, agora, passa a ser chamado Escola do MPRS. A Escola ganhou nova identidade visual e mais facilidade de acesso às atividades de formação.
Segundo o diretor da Escola MPRS, Sérgio Harris, a mudança não se trata de mero simbolismo, mas consolida ainda mais o trabalho, desenvolvido desde 2004. "Isso será muito bom para o Centro de Estudos, para o Ministério Público do Rio Grande do Sul, para o público interno, especialmente pela certeza de que nós temos uma escola pronta para ensinar, preparar, capacitar, aperfeiçoar. Vai ser bom também para o nosso público externo que, muitas vezes, se forma nos nossos auditórios, se forma em universidades no interior em cursos promovidos pelo ministério público e pelo CEAF", destaca.
A Escola MPRS tem o objetivo de promover o aprimoramento cultural e profissional, a atualização e a especialização do conhecimento dos integrantes do Ministério Público. Para além dos limites internos, assumiu protagonismo na formação de outros atores sociais. Esse trabalho é pautado no entendimento de que papel do MPRS não se limita à atividade processual e fiscalizatória, mas também orientativa, formativa e de transformação social.
LA LA LAND
O encerramento da programação da Semana do MPRS contou ainda com a apresentação do espetáculo LA LA LAND, um espaço para o compartilhamento de histórias divertidas e reflexões sobre a vida.
O show é conduzido pela coordenadora da Assessoria de Gestão e Valorização de Pessoas da instituição, Lala Coradini, “arteira e servidora do MPRS”, como ela mesma se define.
Lala conta que o projeto foi criado para ser um espaço de leveza, bom humor e emoção. "Quando eu recebi o convite para fazer parte da Semana do Ministério Público, eu entendi que tinha que fazer um roteiro customizado, para relembrar a nossa história aqui dentro como integrantes dessa instituição, que é tão importante para a sociedade. E aí, mesmo trazendo essa história, não me perder daquele objetivo que esse show traz, que é justamente conectar as pessoas com aquelas emoções que o dia a dia acaba nos afastando. Acredito que isso ajuda a nos reconectar com o motivo pelo qual a gente escolheu fazer parte dessa instituição. E o maior propósito que nos une é servir a sociedade gaúcha", disse.
