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Santiago: Fundo gerido pelo MPRS custeia projeto de inclusão que transforma cabos de fibra ótica em utilidades domésticas

Santiago: Fundo gerido pelo MPRS custeia projeto de inclusão que transforma cabos de fibra ótica em utilidades domésticas

camila

Uma iniciativa de inclusão social apoiada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio de recursos do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), está transformando cabos de fibra ótica retirados das ruas da cidade em cestas, vasos e cadeiras em Santiago, na região centro-oeste do estado. Os materiais são recolhidos durante mutirões mensais realizados pela Prefeitura, com a participação da RGE e de algumas operadoras de telefonia.

O projeto teve início após a inauguração do Centro de Convivência para Idosos do município, em março de 2024. O espaço foi construído com recursos do FRBL e hoje abriga uma oficina de artesanato com o reaproveitamento dos materiais. Desenvolvida em parceria com a Prefeitura de Santiago, a iniciativa já contou com a participação de cerca de 20 pessoas que podem comercializar o que é produzido.

Segundo a procuradora de Justiça Ana Marchesan, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do MPRS (CAOMA), o projeto promove inclusão social e autonomia financeira aos participantes das oficinas. “É uma oportunidade de geração de renda e convivência comunitária. A iniciativa também reduz custos com o transporte e destino final, já que os cabos seriam levados para um aterro sanitário. Além disso, favorece a destinação correta de resíduos”, destaca.

Uma vez ao mês, servidores municipais e técnicos de empresas de telefonia e internet fazem a retirada de fiação excedente de postes na cidade. A medida contempla exigências previstas em uma lei municipal de 2021, que obriga concessionárias de energia, telefonia, internet e televisão a cabo a removerem fios sem uso instalados na rede do município. Parte desses materiais ganha nova destinação por meio das oficinas.

O alcance do projeto deve ser ampliado nos próximos meses. Até o final de 2026, a mesma oficina deverá ser oferecida a detentos do Presídio Estadual de Santiago.



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