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Operação Sindicasta: recurso do MPRS eleva pena de dirigente sindical para mais de 12 anos de prisão e garante condenação por lavagem de dinheiro

Operação Sindicasta: recurso do MPRS eleva pena de dirigente sindical para mais de 12 anos de prisão e garante condenação por lavagem de dinheiro

claeidel

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, obteve decisão em segunda instância que reconheceu o crime de lavagem de dinheiro em caso investigado na Operação Sindicasta. O recurso do MPRS foi acolhido, elevando a pena para mais de 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e confirmando o desvio milionário de valores de entidade sindical.

Os fatos envolvem a apropriação indevida de mais de R$ 8,4 milhões entre 2015 e 2020. As investigações apontaram que os valores eram desviados por meio de transferências para contas pessoais e estruturas vinculadas, sem justificativa, em um esquema continuado.

No recurso, o MPRS demonstrou que parte do dinheiro também foi usada para ocultar sua origem ilícita. O Tribunal de Justiça reconheceu que houve movimentações por meio de outra entidade para dar aparência de legalidade aos valores, configurando lavagem de dinheiro. Com isso, as penas somaram 12 anos, 1 mês e 13 dias de reclusão, resultado da condenação por apropriação indébita e lavagem de dinheiro. A decisão reformou a absolvição anterior quanto à lavagem e ampliou a responsabilização pelos fatos.



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