MPRS celebra os 10 anos do Núcleo de Autocomposição com evento nacional
Há uma década, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) decidia adotar a escuta qualificada na resolução de conflitos. Hoje, o auditório do Palácio do MP abriu as portas para lembrar esse percurso e projetar os próximos passos com o início do Congresso Nacional de Autocomposição, Neurociências e Resolutividade. O evento, que reúne integrantes do Sistema de Justiça de todo o país, celebra os 10 anos do Núcleo Permanente de Autocomposição, o MEDIAR-MPRS e debate a cultura do consenso.
Realizado pelo MEDIAR e pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) da instituição, com apoio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o congresso promove a qualificação de membros, servidores e parceiros. O objetivo central é compartilhar conhecimentos e práticas sobre resolutividade, mediação de conflitos e neurociências.
Na abertura do encontro, o procurador-geral de Justiça do MPRS, Alexandre Sikinowski Saltz, deu as boas-vindas aos participantes e abordou o papel do diálogo na atualidade. Em sua fala, Saltz destacou o valor da mediação e reforçou a preocupação da instituição em fomentar esse instrumento no cotidiano do MPRS, com o intuito de aproximar a atuação ministerial das demandas da população.
Durante o evento, os painéis abordam a relação entre a neurociência e a tomada de decisões na construção de acordos, assunto que também motivou o lançamento de um livro técnico na programação. Os participantes debatem, ainda, relatos de casos práticos e os rumos da mediação dentro da Administração Pública e do sistema de justiça do país.
Com o início das atividades, o MPRS revisita a trajetória do MEDIAR ao longo desta década e consolida a autocomposição como um modelo de atuação para o Ministério Público. Os painéis tiveram início logo após a abertura e se estendem até a tarde desta sexta-feira.
NÚCLEO PASSA A SER UM CENTRO DE APOIO OPERACIONAL
Durante o evento, um marco importante foi celebrado com a assinatura do provimento que transforma o MEDIAR, até então um núcleo, em Centro de Apoio Operacional.
Essa mudança estrutural representa um salto significativo para a instituição, consolidando a mediação como uma prática ainda mais estratégica e central.
Com o novo status, o MEDIAR ganha mais autonomia, visibilidade e recursos, o que fortalece diretamente sua atuação na resolução pacífica de conflitos e amplia seu espaço e relevância dentro da organização.
PRESENÇAS
Compuseram a mesa de abertura do Congresso Nacional, além do procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, o corregedor-geral do Ministério Público, Fernando da Silva Comin; a procuradora-geral adjunta do Estado, Diana Paula Sana; vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Ana Paula Dalbosco; representante da Defensoria Pública Estadual, Felipe Kirchner; corregedor-geral do MPRS e presidente do Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais, Fábio Roque Sbardellotto; procurador-geral do Município, Johnny Prado; presidente da Associação do Ministério Público, Fernando Andrade Alves. Estiveram presentes, ainda, subprocuradores-gerais, procuradores, promotores de Justiça e servidores do MPRS e do CNMP, representantes do Sistema de Justiça de todo o país e autoridades.
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