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Recordações da vida do poeta Mario Quintana marcam primeiro dia do Festival Fronteiras no Palácio do Ministério Público

Recordações da vida do poeta Mario Quintana marcam primeiro dia do Festival Fronteiras no Palácio do Ministério Público

claeidel

Mario Quintana fez de Porto Alegre mais do que cenário: transformou a cidade em matéria viva de sua poesia, eternizando suas ruas e espaços com um olhar sensível e afetuoso. Em homenagem aos 120 anos do “poetinha”, o Memorial do Ministério Público foi palco, nesta sexta-feira, 15 de maio, de um encontro — dentro da programação do Festival Fronteiras — que reuniu nomes de destaque da cena cultural gaúcha que conviveram com Quintana, em uma celebração a sua memória. Com mediação do jornalista Juarez Fonseca, o teólogo e poeta Armindo Trevisan, o escritor Sérgio Faraco, a fotógrafa e jornalista Dulce Helfer e o jornalista e escritor Liberato Vieira da Cunha contaram histórias que viveram com o poeta, divertindo o público que lotou o auditório do Memorial.

A homenagem ganhou ainda uma interpretação contemporânea com a apresentação do grupo de hip-hop Ruta 33, que levou ao palco versões musicadas de poemas do autor, aproximando o legado do poeta de novas linguagens e públicos.

Pelo segundo ano consecutivo, o MPRS integrou a programação do Festival Fronteiras, consolidando o Palácio do MP como um dos polos de debate e difusão cultural do evento. Com o tema “Cultura e autenticidade: entre a ilusão e o risco contemporâneo”, o festival propõe um olhar aprofundado sobre os dilemas da busca por autenticidade em um contexto marcado pela exposição constante e pelas tensões entre o ser e o parecer.

Para o coordenador institucional do Memorial do MPRS, “o Palácio do Ministério Público estar nesse circuito do Festival Fronteiras significa posicionar a instituição dentro de um cenário cultural e social de grande relevância em Porto Alegre, onde se recebe gente das mais variadas esferas e importâncias na área cultural, da história e das artes. Relacionar esses temas com os tratados pelo Ministério Público não só areja e engrandece a atuação, como também comunica o papel institucional para esses setores”.

A programação no Palácio do MP teve início na sexta-feira, com a mesa “70 anos de Grande Sertão: Veredas”, que trouxe a professora de Filosofia e Literatura Kathrin Rosenfield em diálogo com o filósofo e professor de literatura Benhur Bortolotto e o coordenador técnico do Memorial do MP, Gunter Axt, em uma discussão sobre a relevância e a complexidade da obra de Guimarães Rosa.

“Eu acho importantíssimo que nós estejamos atraindo toda essa movimentação para essa casa maravilhosa que é o Palácio do Ministério Público, um espaço centenário onde funciona também o braço cultural do Ministério Público, que é o memorial. E nós estamos trazendo conteúdo de alta qualidade para cá, então eu acho que isso é motivo de regozijo para a instituição”, destacou Gunter Axt.

No final da tarde, o público ainda acompanhou o lançamento do catálogo da exposição “255 anos de Fé Católica em Porto Alegre”, que acontece no subsolo do Palácio, seguido pela apresentação da Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul, com a presença do secretário-geral do MPRS, João Ricardo Santos Tavares, e do coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e da Proteção aos Vulneráveis (CAODH), Leonardo Menin. Criada em 2009, em Porto Alegre, a Orquestra Jovem do RS transforma a vida de crianças e jovens de baixa renda, de 10 a 24 anos, por meio da música, oferecendo bolsas de estudo e formação musical, em um projeto de forte impacto social.

Realizado no entorno da Praça da Matriz, o Festival Fronteiras continua neste sábado, 16 de maio.

Atividades no Palácio do MP no sábado

14h – Encontro com o escritor Milton Hatoum, mais recente membro da Academia Brasileira de Letras e um dos nomes mais relevantes da literatura contemporânea brasileira, que falará sobre “O ofício da escrita”. A mediação será do jornalista Flávio Azevedo e da psicanalista Lucia Serrano.

16h – “O ressentimento e os afetos contemporâneos”, conversa com a psicanalista e jornalista Maria Rita Kehl, com mediação dos psicanalistas Felipe Pimentel e Eduardo Mendes Ribeiro.

O Palácio do Ministério Público fica na Praça Marechal Deodoro, 110, na esquina da rua Jerônimo Coelho.



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