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Com participação do MPRS, MP brasileiro aprova novas orientações para atuação institucional na defesa dos direitos humanos

Com participação do MPRS, MP brasileiro aprova novas orientações para atuação institucional na defesa dos direitos humanos

claeidel

O procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, participou, nesta quarta-feira, 13 de maio, em Brasília, da reunião do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). Na ocasião, foram aprovados, por unanimidade, 26 enunciados resultantes da 2ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais do CNPG – Eixo Temático Direitos Humanos, consolidando diretrizes de atuação do Ministério Público brasileiro em áreas estratégicas de direitos humanos, saúde, educação, infância, população vulnerável e enfrentamento à violência de gênero.

Os coordenadores dos Centros de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e da Proteção aos Vulneráveis (CAODH), Leonardo Menin; de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (CAOEVCM), Ivana Battaglin; e da Educação, Infância e Juventude (CAOEIJ), Cristiane Corrales, participaram de diversas atividades da 2ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais, realizada nesta segunda e terça-feira, 11 e 12 de maio, também em Brasília.

Promovido pelo CNPG, o evento ocorreu na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e contou com reuniões ordinárias dos grupos nacionais temáticos ligados à área de direitos humanos, promovendo o intercâmbio de experiências e a construção de propostas conjuntas para atuação institucional em todo o país.

As propostas foram debatidas pelos grupos temáticos nacionais ao longo da programação, com participação de 143 membros de todo o país, e referendadas durante a reunião ordinária do colegiado presidido pelo procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia. Os enunciados aprovados reforçam a atuação nacional integrada do Ministério Público em temas estruturantes.

O Eixo dos Grupos Nacionais de Direitos Humanos é composto por sete grupos temáticos permanentes: COPEVID — Grupo Nacional de Enfrentamento à Violência de Gênero; COPEDH — Grupo Nacional de Defesa dos Direitos Humanos em Sentido Estrito; COPEDS — Grupo Nacional de Defesa da Saúde; COPEIJ — Grupo Nacional de Defesa da Infância e da Juventude; COPEDPDI — Grupo Nacional de Defesa do Direito da Pessoa com Deficiência e da Pessoa Idosa; COPEDUC — Grupo Nacional de Defesa da Educação; GNA-Social — Grupo Nacional de Atuação do Ministério Público em Apoio Comunitário.

Nos grupos de direitos humanos e inclusão social, o CNPG aprovou orientações para intensificar a fiscalização de comunidades terapêuticas, assegurar a proteção da população em situação de rua, ampliar a tutela de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais e fortalecer a mediação de conflitos fundiários urbanos e rurais. Também foi aprovado enunciado que reconhece o Formulário Rogéria como instrumento indispensável para análise de risco de LGBTfobia e proteção das vítimas.

Na área da pessoa idosa e da pessoa com deficiência, os enunciados destacaram a necessidade de fiscalização permanente das instituições de acolhimento, garantia de atendimento territorializado pelos serviços de saúde e observância das cotas para pessoas com deficiência e aprendizagem profissional em contratos firmados pelas unidades do MP. Houve ainda reforço à implementação da Política Nacional de Cuidados.

Os grupos nacionais também aprovaram diretrizes para atuação ministerial na defesa da saúde e da educação. Entre os principais pontos, estão o acompanhamento das políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o monitoramento da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e a fiscalização permanente do Plano Nacional de Educação. Outro destaque foi o enunciado conjunto sobre a defesa da laicidade do Estado, estabelecendo que o Ministério Público deve assegurar que a escola pública permaneça como espaço de pluralidade, respeito e livre de discriminação religiosa.

No campo da infância e juventude, os textos aprovados reafirmam o direito de participação de crianças e adolescentes na formulação de políticas públicas e em processos decisórios que lhes digam respeito, reconhecendo-os como sujeitos de cidadania ativa. Os enunciados também defendem o atendimento prioritário e acessível pelo Ministério Público, com linguagem adequada e escuta qualificada.

Já no enfrentamento à violência de gênero, o CNPG aprovou medidas voltadas ao fortalecimento da proteção às mulheres, incluindo diretrizes sobre violência vicária, prevenção da revitimização, monitoramento eletrônico de agressores, enfrentamento à litigância abusiva de gênero e fortalecimento das redes intersetoriais de proteção. Também foi aprovada a proposta de ampliação do escopo de atuação da COPEVID para alcançar todas as formas de violência contra as mulheres baseadas no gênero, inclusive em ambientes digitais, institucionais e políticos.

INTELIGÊNCIA

Durante a reunião do CNPG, também foi assinado termo de cooperação técnica entre os Ministérios Públicos Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina para compartilhamento, pelo Ministério Público do Paraná, da ferramenta tecnológica Cronos, voltada à salvaguarda e ao compartilhamento de informações de inteligência e contrainteligência entre as instituições.

CAODH

O coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e da Proteção aos Vulneráveis (CAODH), Leonardo Menin, é secretário-executivo do Grupo Nacional de Defesa dos Direitos Humanos em Sentido Estrito (COPEDH). No grupo, houve ampla discussão sobre o Formulário de Registro de Ocorrência Geral de Emergência e Risco Iminente às Pessoas LGBTQIA+ (Formulário Rogéria).

CAOEVCM

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (CAOEVCM), Ivana Battaglin, participou também de uma série de agendas institucionais em Brasília, com destaque para a ampliação do escopo do Grupo Nacional de Enfrentamento à Violência de Gênero (COPEVID), que anteriormente, focava na violência doméstica e familiar e passa agora a abranger todas as formas de violência de gênero contra as mulheres.

Além disso, Ivana Battaglin articulou, junto ao Ministério da Justiça, a criação de um grupo de trabalho interinstitucional — com participação do CNMP e do Ministério das Mulheres — para implementar um programa permanente de capacitação das forças de segurança pública em todo o país. Também foram realizadas reuniões com o Ministério das Mulheres e o Banco do Brasil, fortalecendo parcerias e ampliando o reconhecimento, por parte do Governo Federal, da atuação do Ministério Público no acolhimento às vítimas. Como desdobramento, estão previstas ações conjuntas de enfrentamento ao feminicídio e a organização de um evento nacional, no final de julho, para marcar os avanços na atuação com perspectiva de gênero em todo o Brasil.

CAOEIJ

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude (CAOEIJ), Cristiane Corrales, participou das reuniões do Grupo Nacional de Defesa da Educação (COPEDUC) e do Grupo Nacional de Defesa da Infância e da Juventude (COPEIJ), focadas em fortalecer a atuação do Ministério Público brasileiro na proteção de direitos fundamentais de crianças e adolescentes e da garantia do direito à educação. Ainda em Brasília, na quarta-feira, a promotora de Justiça esteve em uma reunião com o Ministério da Educação (MEC), com participação dos representantes dos MPs, para apresentação de detalhes da política pública do Governo Federal para educação especial na perspectiva da educação inclusiva.



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