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MPRS participa de debate em Minas Gerais sobre alterações nos direitos dos passageiros no transporte aéreo

MPRS participa de debate em Minas Gerais sobre alterações nos direitos dos passageiros no transporte aéreo

claeidel

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do procurador de Justiça André Marchesan, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor e da Ordem Econômica (CAOCON), participou do debate sobre as mudanças propostas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para as regras que tratam dos direitos dos passageiros em voos comerciais.

O tema foi discutido em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na quinta-feira, 16 de abril, que reuniu membros dos Ministérios Públicos estaduais, parlamentares, representantes da OAB e entidades de defesa do consumidor. A proposta da ANAC prevê a revisão da Resolução 400, que atualmente estabelece direitos objetivos aos passageiros em casos de atraso e cancelamento de voos, como acesso à comunicação, alimentação e hospedagem conforme o tempo de espera.

Representantes do Ministério Público contestam o argumento da ANAC de que a atualização busca reduzir a judicialização no setor aéreo, defendendo que, na verdade, os dados disponíveis mostram que a maioria dos consumidores sequer recorre à Justiça, mesmo diante de falhas recorrentes do serviço prestado pelas companhias aéreas.

Marchesan criticou a iniciativa da agência e alertou para os limites da atuação regulatória: “Isso extrapola o poder normativo das agências regulatórias para se dirigir ao consumidor. Ela deveria regular internamente o sistema e não externamente”.

Outros argumentos levantados durante os debates foram que as alterações propostas enfraquecem garantias consolidadas no Código de Defesa do Consumidor ao ampliar a margem de interpretação das empresas e transferir ao passageiro riscos que são próprios da atividade econômica, e que a redução de conflitos não passa pela restrição de direitos, mas pela melhoria efetiva da qualidade do serviço e pelo cumprimento das obrigações já existentes.


Fotos: Henrique Chendes/Assembleia Legislativa de Minas Gerais



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