Martha Medeiros abre projeto Música e Literatura no Memorial na sexta-feira, 17
“Ler Martha é como despir a alma de toda a crueza do mundo. Tem uma linguagem tão simples e cheia de humor que encanta a cada página. Simplesmente impossível não devorar seus livros como se fossem os últimos. Ainda bem que não são...”
“Gaúcha expatriada há 35 anos na Suíça, descobri Martha nos livros que recebi de presente de amigas gaúchas em viagens que fiz a nossa abençoada terrinha. Lendo Martha me sinto em casa, ela escreve o que penso.”
Estas duas manifestações de leitoras no site da editora L&PM dão uma boa ideia de como Martha Medeiros conquistou seu imenso público. E são boas chaves para a conversa com a escritora, que no dia 17 de abril, às 19h, abre o projeto “Música e Literatura no Memorial”, promovido pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), com apresentação do jornalista Juarez Fonseca.
Escritora de maior vendagem do país, mais de 1 milhão de livros, Martha escreve desde menina. Formada em 1982 pela Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUC, dirigiu-se durante um tempo para a área da publicidade, e era redatora em uma agência de Porto Alegre quando lançou o primeiro livro, de poemas, em 1985. Mas logo a crônica ocupou amplo espaço.
No Rio Grande do Sul, ela ganhou popularidade como cronista de Zero Hora, a partir de 1994 (até hoje). E os livros de crônicas vieram um atrás do outro, entremeados por quatro romances, duas novelas, três relatos de viagens, dois de contos, um livro infantil... A projeção nacional veio em 2002, com o romance Divã, muito bem recebido pela crítica.
Em 2004, suas crônicas passaram a ser publicadas no jornal O Globo. Em 2011, o volume de crônicas Feliz por Nada liderou por meses a lista de mais vendidos do Brasil. No total, incluindo cinco antologias, são 35 títulos lançados em 40 anos – e vários desses títulos saíram também na coleção L&PM Pocket. Sem falar nas várias adaptações para teatro, cinema e televisão.
E Martha sempre na dela, nunca afetada pelo status de celebridade. Durante anos recusou os convites para ser patrona da Feira do Livro de Porto Alegre. No ano passado, aceitou. E cumpriu a função, sempre presente, caminhando pela praça, obviamente muito assediada, e sempre gentil. Quer dizer: assuntos não faltarão na conversa do dia 17 com Juarez Fonseca.
Música e Literatura no Memorial
Juarez Fonseca conversa com Martha Medeiros
Dia 17 de abril, às 19h, no Memorial do MPRS, Praça Marechal Deodoro (Matriz), 110. Entrada franca.
Próxima atração, dia 15 de maio
Mesa redonda sobre Mario Quintana, com Sergio Faraco, Armindo Trevisan, Liberato Vieira da Cunha e Dulce Helfer
