Porto Alegre: MPRS prende no Bairro São José foragido investigado por tráfico de drogas pelo MPMG
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), prendeu nesta sexta-feira, 10 de abril, em Porto Alegre, um foragido investigado pelo GAECO do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por tráfico de drogas. A ordem judicial de prisão preventiva foi cumprida no bairro São José, em local apontado como área conflagrada pela atuação de uma organização criminosa. A prisão na Capital faz parte do apoio ao MPMG, que coordena uma operação em seis estados.
A ação do GAECO ocorreu em conjunto com a Agência de Inteligência do Comando Regional de Polícia Militar (CRPM) da Brigada Militar (BM) do Delta do Jacuí. Com o traficante, foram apreendidos um simulacro de arma de fogo, oito munições de pistola 9 milímetros, duas placas utilizadas em coletes balísticos e outras quatro réplicas, seis celulares, uma balança de precisão e 18 cartões bancários em nome de terceiros. “A atuação conjunta entre os Ministérios Públicos estaduais é fundamental para garantir a efetividade das ordens judiciais e impedir que investigados utilizem a mobilidade entre estados para se furtar à aplicação da lei”, destacou o coordenador estadual do GAECO, o promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas (MPRS).
OPERAÇÃO DO MPMG
A Operação Pecunia Non Olet foi realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais, em ação conjunta com o GAECO, para desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A operação ocorreu em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Maranhão, Rio Grande do Sul e Paraná, com o cumprimento de 24 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão. Até as 18h de sexta-feira, a ação resultou em 18 presos — por meio do cumprimento das ordens judiciais — e mais três prisões em flagrante. A ofensiva, que aprofunda investigações de outra operação em Minas, teve como foco identificar operadores financeiros e asfixiar o grupo economicamente, com o bloqueio judicial de 60 contas bancárias. Os crimes apurados são organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de capitais, entre outros.
