MPRS capacita 500 policiais militares no Projeto Sinais
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE), realizou, nesta quarta-feira, 8 de abril, a Capacitação do Projeto Sinais para cerca de 500 policiais militares de todo o Estado. A atividade ocorreu na sede institucional do MPRS, em Porto Alegre.
Participaram da capacitação policiais militares que atuam no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), na Patrulha Escolar e nos sete colégios militares do Rio Grande do Sul. São profissionais que mantêm contato direto e cotidiano com crianças e adolescentes, especialmente no ambiente escolar.
O Projeto Sinais é uma iniciativa do MPRS voltada à prevenção da violência extrema, por meio da identificação precoce de sinais de alerta, comportamentos e fatores de risco. A proposta é qualificar profissionais que estão na linha de frente para que possam reconhecer esses sinais, agir de forma antecipada e encaminhar adequadamente situações que demandem atenção, evitando a escalada da violência.
A abertura da capacitação foi realizada pelo secretário-geral do MPRS, João Ricardo Santos Tavares, que destacou a importância do Projeto Sinais como ação estratégica de prevenção à violência extrema e de fortalecimento da atuação integrada entre o Ministério Público e as forças de segurança.
O procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, coordenador do NUPVE e do Projeto Sinais, ressaltou que a iniciativa busca fornecer ferramentas técnicas e conhecimento qualificado aos profissionais que atuam junto ao público infantojuvenil, ampliando a capacidade de resposta preventiva do Estado frente a situações de risco.
Também participaram da capacitação os promotores de Justiça Leonardo Rossi, Manuela Paradeda Montanari, Michele Dumke Kufner e Doraní Borges Medeiros, além da analista do MPRS Ana Paula Nosari Solari. Durante as palestras, foram abordados conceitos-chave relacionados à violência extrema, processos de radicalização e mobilização à violência, indicadores de risco, incluindo a temática dos jogos, além da análise de casos práticos de violência e radicalismo envolvendo crianças e adolescentes.
