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Casca: três acusados pelo MPRS são condenados por duplo homicídio de mãe e filha

Casca: três acusados pelo MPRS são condenados por duplo homicídio de mãe e filha

claeidel

Três acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelo assassinato de mãe e filha, ocorrido em 2020, no município de Casca, foram condenados pelo Tribunal do Júri. O julgamento se iniciou na manhã de terça-feira, 31 de março, e terminou na noite de quarta-feira, 1º de abril, com o Conselho de Sentença acolhendo integralmente a acusação e reconhecendo o duplo homicídio qualificado.

Os réus foram sentenciados, respectivamente, a penas de 49 anos; 40 anos e 10 meses; e 28 anos de prisão. Os três, apontados pelo MPRS como executores, já estavam no sistema prisional durante o processo. Outros dois acusados, considerados mandantes do crime, que seriam julgados junto com os três réus condenados, terão julgamento realizado em 20 de maio, em razão da cisão do processo.

Durante a sessão do júri, houve abandono de plenário por falta injustificada da defesa, sendo necessária a constituição de novo defensor. Para evitar prejuízo à instrução processual, o MPRS requereu a prisão de um dos mandantes, que respondia ao processo em liberdade. O pedido foi acolhido pela Justiça, e o réu foi preso em plenário.

Durante os dois dias de julgamento, os promotores de Justiça Aline Beatriz Bibiano, da comarca, e Fabrício Gustavo Allegretti, designado pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) do MPRS, demonstraram que o crime foi praticado mediante motivo torpe, promessa de recompensa e emboscada, circunstâncias que dificultaram a defesa das vítimas.

Em plenário, os promotores detalharam a dinâmica criminosa e a participação de cada um dos envolvidos, com base em provas testemunhais e periciais. A acusação sustentou que parte dos réus participou diretamente das execuções, enquanto outros contribuíram por meio de pagamento ou promessa de recompensa. As vítimas são Neusa Maria Rapkievicz, 56 anos, e a filha dela, Paula Rapkievicz, 32 anos. O crime foi motivado por conflitos familiares envolvendo disputas patrimoniais e desentendimentos relacionados à guarda de uma criança.



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