Porto Alegre: irmãos acusados pelo MPRS vão a júri na próxima segunda-feira por homicídio e esquartejamento de mulher
Dois irmãos acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) serão julgados pelo Tribunal do Júri em Porto Alegre na próxima segunda-feira, 23 de março, pela participação no homicídio qualificado e na ocultação do cadáver de Cíntia Beatriz Lacerda Glufke. O crime ocorreu em agosto de 2015, na Capital. A sessão será conduzida pela 2ª Vara do Júri, no Fórum Central, com atuação dos promotores de Justiça Francisco Saldanha Lauenstein e Camilo Vargas Santana.
O julgamento deles já havia sido afetado por uma cisão processual, que separou o julgamento dos dois irmãos em razão de colidência defensiva, e posteriormente foi adiado, após questões internas do Fórum Central, em dezembro do ano passado. Em setembro de 2025, o terceiro irmão foi condenado a 19 anos de prisão pelo mesmo crime. Segundo o MPRS, a vítima foi atraída sob o pretexto de um almoço, agredida e morta com golpes de marreta. Em seguida, teve o corpo esquartejado com uso de serra elétrica, enquanto parte dos acusados limpava o local e ocultava vestígios. A denúncia aponta ainda motivação torpe, meio cruel e dissimulação, qualificadoras que serão submetidas à apreciação dos jurados.
De acordo com o processo, partes do corpo foram enterradas no pátio de uma residência, enquanto outras foram separadas e transportadas pelos envolvidos para outro Estado. A ocultação foi planejada como continuidade da ação homicida. O crime ocorreu na Vila Mário Quintana e a motivação, segundo a denúncia, envolvia razões pecuniárias e interesses pessoais.
COLIDÊNCIA DEFENSIVA: ocorre quando réus com o mesmo defensor apresentam versões que se contradizem, fazendo com que a defesa de um prejudique a do outro. Isso viola a ampla defesa e gera nulidade absoluta, exigindo defensores distintos.
