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MPRS apoia MPRJ em operação contra organização criminosa que produzia armas em impressoras 3D

MPRS apoia MPRJ em operação contra organização criminosa que produzia armas em impressoras 3D

claeidel

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), prestou apoio operacional ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) na Operação Shadowgun, cumprindo mandados na manhã desta quinta-feira, 12 de março, no município de Cachoeirinha. A ação, deflagrada em 11 Estados, teve como foco uma organização criminosa especializada na fabricação e distribuição de armamentos produzidos com o uso de impressoras 3D, conhecidos como ghost guns – armas sem numeração ou identificação de origem, o que dificulta o rastreamento e amplia o risco à segurança pública.

No Rio Grande do Sul, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em dois endereços, ambos vinculados a um investigado apontado como integrante do grupo criminoso. As diligências ocorreram nos bairros Flores do Campo e Vila Anair, em Cachoeirinha, com o objetivo de localizar documentos, peças e acessórios que indiquem produção por meio de impressão 3D.

INVESTIGAÇÃO

Conforme a investigação do MPRJ, o alvo da operação possui extenso histórico criminal, com registros por homicídios, extorsões, lavagem de capitais e porte ilegal de armas. A ação contou ainda com o apoio da Brigada Militar, reforçando a atuação integrada das forças de segurança e do Ministério Público no enfrentamento ao crime organizado.

Conforme o coordenador do GAECO no Estado, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, “a desarticulação de organizações criminosas, sobretudo armadas, é o foco principal do GAECO, junto à descapitalização financeira. A operação desta quinta-feira, em apoio ao MPRJ, é mais um passo nesse combate, que é nossa missão diária”.

OPERAÇÃO EM 11 ESTADOS

A atuação no Rio Grande do Sul integra um esforço nacional mais amplo, no âmbito da Operação Shadowgun, conduzida pelo CyberGAECO do MPRJ, que resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão, além de outros de busca e apreensão em 11 Estados brasileiros. A operação ocorreu no Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará, Paraíba, Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás, Bahia e Roraima, com o apoio dos GAECOs locais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Polícia Civil do Rio de Janeiro e das forças de segurança estaduais. A investigação aprofundou-se no crescente fenômeno da fabricação caseira e da comercialização ilegal de armas de fogo produzidas a partir de peças plásticas confeccionadas em impressoras 3D.



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