MPRS participa de ação integrada pelo Dia Internacional da Mulher na DEAM da Capital
O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS) esteve presente, na manhã desta sexta-feira, 6 de março, em atividade promovida pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Porto Alegre, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A ação, realizada em frente à unidade, contou com a participação do ônibus do MPRS, que ofereceu atendimento jurídico, acolhimento psicológico e orientações às mulheres da comunidade, integrando um mutirão de serviços sociais e de saúde.
O objetivo da iniciativa foi garantir o acesso à informação, fortalecer a participação das mulheres nos processos e ampliar o atendimento multidisciplinar destinado às vítimas de violência. Representando o Ministério Público, participaram as promotoras de Justiça Carla Carrion Frós, coordenadora da Central de Acolhimento às Vítimas e Familiares de Vítimas de Crimes e Atos Infracionais de Porto Alegre (Espaço Bem-me-quer), e Ivana Battaglin, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, além de equipes técnicas da instituição.
A mobilização foi organizada pela Polícia Civil em parceria com o MPRS, a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), a Rede do Sistema de Justiça para o Enfrentamento à Violência contra a Mulher (REDESJUS/MPRS), a Defensoria Pública Estadual e entidades da rede de proteção. Diversas instituições estiveram presentes oferecendo gratuitamente serviços como atendimentos de saúde, vacinação, testes rápidos, apoio psicológico, orientações sobre defesa pessoal e atividades voltadas à autoestima, incluindo corte de cabelo e maquiagem. Também foram disponibilizadas orientações trabalhistas, jurídicas, informações sobre direitos das vítimas e encaminhamento para vagas de emprego.
A promotora Carla Frós destacou a importância da rede integrada de proteção no enfrentamento à violência. “Registrar a ocorrência e solicitar a medida protetiva são passos fundamentais, mas não suficientes quando a mulher está vivenciando uma situação de vulnerabilidade. É essencial que exista uma rede articulada, preparada para orientar adequadamente cada caso e garantir que nenhum direito seja invisibilizado. Muitas vezes, além da questão criminal, surgem dúvidas sobre os filhos, a escola, mudanças de endereço ou até mesmo direitos trabalhistas. Há mulheres que desconhecem, por exemplo, que o afastamento decorrente da violência não pode resultar em desconto salarial. Nosso papel é assegurar que elas tenham acesso a todas essas informações e aos encaminhamentos necessários, de forma acolhedora e integrada”, afirmou a promotora, que atendeu ao público juntamente com as servidoras Sara Malfatti e Camila Pereira Nova, além de outras integrantes da equipe da Central de Acolhimento às Vítimas.
