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Alegrete: MPRS desvenda crime de feminicídio de mulher grávida, após Polícia concluir inquérito como suicídio

Alegrete: MPRS desvenda crime de feminicídio de mulher grávida, após Polícia concluir inquérito como suicídio

ceidelwein

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) em Alegrete, por meio da promotora de Justiça Rochelle Jelinek, denunciou nesta quinta-feira, 1º de junho, homem acusado de matar a ex-companheira Dienifer Aranguiz Gonçalves. Grávida de seis meses, a jovem de 18 anos foi encontrada enforcada em maio de 2021.

A denúncia por crime de homicídio sextuplamente qualificado e aborto foi aceita pela Justiça nesta sexta-feira, 2 de junho, e também, a pedido do MPRS, foi decretada a prisão preventiva do acusado, que foi recolhido ao presídio de Alegrete e responderá o processo preso.

Após a Delegacia de Polícia concluir o inquérito sem indiciamento, por suposto suicídio, a Promotoria de Justiça de Alegrete decidiu assumir a investigação e apurou o que realmente teria ocorrido. Mediante quebra de sigilo telefônico, a pedido da promotora, a perícia técnica do Núcleo de Inteligência do Ministério Público constatou que o acusado, então companheiro da vítima, estava no local no momento do crime, utilizando o celular conectado à rede wi-fi do apartamento do casal.

O homem foi denunciado por feminicídio praticado por motivo torpe, meio cruel (asfixia por enforcamento), recurso que dificultou a defesa da vítima (sedação da vítima) e dissimulação. O crime foi cometido contra mulher, durante a gestação. Também responderá pelo aborto provocado sem o consentimento da gestante, que estava grávida de seis meses de uma menina.

De acordo com a acusação, na noite do crime houve uma briga entre o casal porque ele acreditava que o bebê não era dele, queria a separação e ir embora da cidade. Logo depois, Dienifer foi sedada, enforcada em uma corda com nó militar e pendurada na grade da janela do quarto do casal. A cena do crime foi alterada pelo acusado, para simular suicídio da vítima. Em seguida, o homem deu entrada em um hotel da cidade, levando o celular de Dienifer, de onde enviou mensagens ao pai desta, fazendo-se passar por ela.

O juiz que aceitou a denúncia considerou haver elementos de provas que apontam indícios suficientes de autoria do então companheiro da vítima, tais como conversas fictícias simuladas em horário em que a jovem já estava morta, contradições na versão apresentada em seu interrogatório e também o nó militar utilizado para enforcá-la, já que o acusado era soldado do Exército.



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