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Vacaria tem sala especial de atendimento para vítimas de violência doméstica

Vacaria tem sala especial de atendimento para vítimas de violência doméstica

marco

Como parte do Projeto Acolher, a Promotoria de Justiça de Vacaria instituiu uma sala de atendimento especial para vítimas de violência doméstica. A intenção é fazer com que a conversa com as mulheres seja mais intimista e sigilosa, em um ambiente acolhedor para elas e seus filhos. A sala tem o objetivo de propiciar segurança e amparo durante o atendimento.

A iniciativa é da Promotora de Justiça Bianca Acioly de Araujo. Para ela, "como o sistema de Justiça é tão burocratizado e impessoal, ter um local apropriado e acolhedor para receber uma mulher sem revitimizá-la é dar a ela o respeito e a condição de sujeito no processo criminal".

Desde o início do Projeto Acolher, em junho de 2015, já foram cadastrados 1.292 mulheres vítimas de violência. A Promotoria de Justiça acompanha com mais afinco, inclusive, os casos de reincidência e os que remetem a crimes considerados mais graves, para os quais são agendados os atendimentos.

PROJETO ACOLHER

O Projeto Acolher nasceu da necessidade de ir além do atendimento jurídico às vítimas de violência doméstica. As mulheres são catalogadas e convidadas a participar de palestra com grupo de apoio, que ocorre na sede da Promotoria de Justiça de Vacaria. O objetivo do Projeto é reestruturar a rede de proteção na cidade.

Em Vacaria, registram-se em média 80 ocorrências de violência doméstica por mês. Um relatório realizado após a primeira reunião do grupo de apoio, em novembro de 2015, aponta que 46% das vítimas que compareceram ao encontro foram agredidas por até seis meses e 39% foram agredidas por dez anos ou mais. Das vítimas que sofreram violência por mais de dez anos, 40% sofreu agressão todos os dias e 40% ao menos uma vez por semana.

Os dados tabulados revelaram também que 77% das vítimas receberam apoio da família e 23% continua convivendo com o agressor; 23% das vítimas ainda recebem ameaças, sendo em 25% dos casos do próprio agressor e 75% da família dele. Ainda de acordo com o relatório, em 77% dos casos tabulados após o registro de ocorrência não houve mais episódios de violência.



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