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Ministério Público monitora retirada de famílias da Vila Chocolatão

Ministério Público monitora retirada de famílias da Vila Chocolatão

marco

A remoção das primeiras famílias da Vila Chocolatão para um novo espaço residencial teve início na manhã desta quinta-feira, 12. Em meio ao lixo e ao barro, os moradores carregavam seus pertences para caminhões disponibilizados pela Prefeitura. Desde as primeiras horas da manhã o Ministério Público do Estado monitorou a situação no local, de onde aproximadamente 180 famílias serão retiradas e encaminhadas para o Residencial Nova Chocolatão, localizado no fim da avenida Protásio Alves. O terreno será devolvido ao Centro Administrativo Federal de Porto Alegre. O processo também foi acompanhado de perto pelo Ministério Público Federal.

Conforme o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos, Francesco Conti, “o objetivo do Ministério Público é garantir que tudo transcorra em ordem e de forma pacífica, garantindo o respeito, a integridade física e a dignidade das pessoas envolvidas”.

A maioria das famílias está se preparando para a mudança. Mas algumas ainda resistem, incertas sobre o que será garantido aos moradores. “Isso aqui a gente juntou com muitos anos de sacrifício, puxando carrinho e carregando papel pra reciclagem. A gente precisa ter certeza de que vai ter trabalho e onde morar”, manifestou uma das moradoras, destacando que a distância da nova residência vai dificultar a atividade que mantém a maioria dessas pessoas, que é a reciclagem do lixo catado nas ruas de Porto Alegre. Mas a expectativa é de melhoria nas condições de vida, uma vez que hoje as moradias carecem de condições básicas de infraestrutura e saneamento.

De acordo com a promotora de Justiça Míriam Balestro, “em relação às famílias que serão deslocadas para a Vila Nova Chocolatão, o Ministério Público acompanhará o cumprimento de um termo de compromisso firmado pelo Executivo Municipal, para que os direitos humanos à saúde, educação, moradia, lazer e trabalho sejam garantidos de forma adequada para essas pessoas”. A Promotora também acompanha o impasse gerado com algumas famílias, que não encaminharam o cadastramento pela Prefeitura para realocação ao Residencial Novo Chocolatão. Ao todo 225 famílias viviam na Vila Chocolatão. As outras 25 deverão ser encaminhadas para aluguel social.



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