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Maior rigor na propaganda de remédios

Maior rigor na propaganda de remédios

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É o que defende o Promotor Especializado de Pelotas. Qualquer desconforto para o brasileiro é motivo para compra de medicação

O abuso na publicidade em torno de medicamentos vem preocupando a Promotoria de Justiça Especializada de Pelotas. A legislação brasileira permite a propaganda dos chamados "medicamentos de venda livre", que são aqueles que independem de prescrição médica para serem adquiridos. Para o promotor de Justiça Paulo Charqueiro, existe "uma forte publicidade incentivando o consumidor a buscar tratamento com esse tipo de medicamento". No entender dele, os consumidores acabam se automedicando quando sentem qualquer tipo de desconforto físico. A medicação usada, no entanto, nem sempre é a mais adequada.

Conforme Charqueiro, uma solução encontrada pelo Ministério Público e todas as organizações de defesa do consumidor seria a proibição da propaganda de medicamentos, inclusive dos remédios de venda livre. Ele acredita que a mídia está "cultuando" uma necessidade: a de que, em qualquer desconforto que o indivíduo sinta, busque amparo em um medicamento.

Outra conseqüência do abuso na automedicação ressaltada por Charqueiro é a intoxicação séria e grave por parte dos usuários. Atualmente um grande número de pessoas busca recursos no SUS para curar abusos resultantes do uso inadequado de medicamentos. (Por Fernando Feiden)



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