Audiência debate situação das vítimas de vandalismo das manifestações de junho

Audiência debate situação das vítimas de vandalismo das manifestações de junho

marco

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa realizou no final da tarde desta segunda-feira, 23, uma audiência pública para debater a situação das vítimas de atos de vandalismo ocorridos durante as manifestações de junho em Porto Alegre.

O Coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, Promotor de Justiça Miguel Velasquez, afirmou que a liberdade de expressão é uma conquista do povo brasileiro e que o direito a livre manifestação não pode ser confundido com atos de vandalismo.

“Houve um senso de oportunidade por parte dos vândalos. Havia algum conteúdo político nas depredações e nos atos de violência como queimar ônibus e quebrar bancos? Não é de hoje que temos o problema do vandalismo”, disse.

Miguel Velasquez destacou que o Estado brasileiro foi surpreendido com a dimensão das manifestações de junho, que foram organizadas através das redes sociais. “Não havia uma liderança ou um sindicato representando, a organização aconteceu de forma difusa”, analisou. O Coodenador do CAODH ainda disse que o Estado precisa estar preparado para evitar que pessoas aproveitem movimentos legítimos da população para realizar atos de vandalismo.

Também participaram o Deputado Jorge Pozzobom, Parlamentar proponente da discussão; o Vice-presidente do Sindilojas de Porto Alegre, Paulo Kruse; o Diretor de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública, Delegado Nedson de Oliveira, e o Delegado de Polícia Civil, Marco Souza; entre outros.